Ria Formosa

Ao longo dos anos percorri  a Ria Formosa de caiaque, algumas vezes  vindo de Sagres e entrando na Barrinha para voltar a sair em Cacela Velha, outras iniciando em Cacela Velha e terminando em Portimão. Percorrer a Ria por dentro ainda hoje me surpreende.

Nas margens junto a terra existem inúmeras lagoas onde muitas espécies de aves, nomeadamente patos como arrábios, zarros, frisadas, marrequinhas; muitas limícolas mais ou menos comuns como Alfaiates, pernilongos, maçaricos, borrelhos, ostraceiros e a lista não terminaria tão cedo por serem incontáveis as espécies que por ali abundam.

A riqueza é tal que aos humanos não passa despercebida.

Ostras, conquilhas, amêjoas, berbigão, canilhas, lingueirão e peixe sempre fresco todos os dias é capturado naquelas águas, num vai-vem de pequenos barcos e mariscadores que, desde tempos imemoriais repetem os mesmos gestos. Assim, percorrer a Ria Formosa remete-nos para um recanto muito particular de Portugal e, sem dúvida, um ex-libris dos parques naturais portugueses, com uma riqueza inestimável.

Também aqui está representada uma das maiores colónias de cavalos-marinhos do Mundo, sendo que a espécie de cavalo-marinho-de-focinho-comprido ganhou recentemente a possibilidade de se livrar de uma provável extinção graças ao trabalho realizado pela Universidade do Algarve que conseguiu reproduzi-los em cativeiro pela primeira vez no mundo. Para quem quiser observar estas espécies no seu ambiente basta usar uma simples máscara de mergulho.

Duas ou três vezes por ano, quando o vento quente de África se instala, sinto o desejo de lá voltar, poder percorrer livremente estas ilhas cujo exotismo só pode ser comparável a outras paragens mais a Sul.

Venha viver esta  aventura

Ria Formosa 3d

Wild South

Where time goes at it’s own pace

Ria Formosa

Throughout the years I have travelled up and down the Ria Formosa by kayak, sometimes setting off from Sagres and entering at Barrinha and finishing in Cacela Velha, other times setting off from Cacela Velha and finishing up in Portimão, yet even till this day the Ria Formosa surprises me.
On the banks there are countless lagoons where many bird species thrive: ducks such as  the Northern Pintail, the Common Poachard, the Gadwall, the Eurasian Tail to mention a few. Waders are also seen, like the Pied Avocet, the Black Winged Stilt, the Little Ringed Plover, and the Eurasian Oystercatcher, and so many many more…

The richness is so vast that it does not go unnoticed to Mankind.
Daily oysters, clams, bean clams, cockels, spiney dye murex razor shell and fresh fish are caught in those waters as small boats and seafood hunters come and go, doing the same rituals since forever.

So travelling the Ria Formosa  sends us to an ex-libris of nature reserves in Portugal which has a priceless richness.

Thanks the Algarve University who worked insistantly on breeding sea horses in captivity (for the first time in the world), making the long nosed species exempted from the extintion list, and all you need to see them is a snorkeling mask.

When the hot African wind sets in 2-3 times a year I love coming back here where the islands can be freely roamed and whose exoticism can only be compared to countries down south…

Have a go…

 
 
 

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