Serra de Monchique

Monchique…

Com 908 metros de altitude e formada sobretudo por uma uma variedade de granito rara chamada sienito nefelítico na região central e por xisto em todo o redor, a serra  atravessa-se como um separador climático orientado mais  ou menos no sentido Este/Oeste barrando os ventos do Sara vindos de Sul e aliviando o impacto dos ventos frescos vindos  de Norte.

Temos portanto uma região com enorme potencial para o aparecimento de várias espécies de plantas e animais únicas, das quais podemos referir os escaravelhos: Asida monchiquensis  e Asida scydmoraphes  e entre as plantas os cardos Centaurea crocata, o rapôntico Centaurea  fraylensis, o Codesso-de-Monchique Adenocarpus complicatus, bem como vestígios da floresta Laurissilva (existente apenas nas ilhas dos Açores, Madeira e Canárias) uma floresta que existiu no Sul da Europa há 15-40 milhões de anos atrás e que continua representada através de espécies como a adelfeira Rhododentron ponticum, o Samouco Myrica faya e ainda o Carvalho africano ou carvalho-de-monchique Quercus canarensis.

Existem 8 árvores classificadas de interesse público entre as quais se destacam a Magnólia-sempre-verde Magnolia grandiflora considerada a maior da Europa, o Sobreiro Quercus suber L. ou a Araucária-de-norfolk Araucaria heterophylla.

Entre as aves, para além dos comuns cartaxo, gaio, falcão-peneireiro, águia-de-asa-redonda, melro-azul, chapim-real,  cia ou a coruja-do-mato  temos de salientar a presença da águia-de-bonelli, Aquila fasciata, nidificante na região com 36 ninhos identificados na face Norte da serra.

Podemos percorrer muitos trilhos que nos permitem passeios com vários graus de dificuldade e pontos de interesse passando pela cidade de Monchique, o seu convento ou a subida  à Picota que  é o   segundo ponto   mais alto da Serra com 740 metros de altitude, para muitos com uma panorâmica  mais agradável do que a do miradouro da Fóia, nome dado ao pico   mais alto da serra. Porém daí se pode olhar  as costas Atlântica  Oeste e sul de Portugal bem como a província Alentejana a Norte sendo que em dias límpidos se avista a serra de Sintra  e a Nordeste a cidade de Beja.

Aqui e ali, em meandros escondidos da serra, podemos visitar os velhos moinhos de água, regatos e cachoeiras das quais destacamos a maior de todas: a do Barbelote, nome que partilha com a pequena aldeia imediatamente acima cujo último habitante ali residiu até Maio deste ano de 2013.

Referência especial para as Caldas de Monchique com as suas termas localizadas num ambiente encantador rodeado de frondosas árvores,    chalés e nascentes de água medicinal que desde os romanos foi utilizada  graças à sua qualidade inquestionável.

Existem inúmeras nascentes de água fresca que descem para as duas vertentes principais da serra e por isso esta foi sempre palco da existência de povos que souberam aproveitar estes recursos e por ali foram deixando vestígios da sua passagem. Destaque para as casas de planta rectangular descobertas durante a escavação de uma fortaleza islâmica,  que trouxeram à luz do dia a primeira aldeia neolítica do extremo sudoeste da Península Ibérica, embora existam vestígios muito mais antigos da presença humana na região.

Convidamo-lo portanto, a conhecer uma região de características únicas no Algarve, a passear em matas de castanheiros e medronheiros e conhecer os perfumes e paladares que esta serra tem para lhe oferecer.

Venha connosco!

Wild South

Where time goes at it’s own pace

Monchique

At an altitude of 908m, the Monchique mountain is mainly formed by nepheline syenite in the center and shale around the mountain. The mountain functions as a climatic separator, east/west orientated blocking the  sahara winds coming from the south and relieving the cold impact of the north winds.

Therefore we have a potential region where  several unique plants and animals emerge, of which we mention the beetles: Asida monchiquensis and Asida scymordaphes. Amongst plants and thistles we mention:
Centaurea crocata, the Centaurea  fraylensis, the Codesso-de-Monchique, Adenocarpus complicatus, as well as traces of the Laurel Forest which existed in Southern Europe 15-40 million years ago (now only existing in the Açores, Madeira and Canary Islands), and presently represented by the Adelfeira, Rhododentron ponticum, the Fire Tree, Myrica faya and the African Oak or Quercus canarensis (Monchique Oak).

Distinguished amongst the 8 trees of public interest stands out the Evergreen Magnolia, Magnolia grandiflora, considered the largest in Europe, the Cork Oak, Quercus suber L., and the Norfolk-Island Pine, Araucaria heterophylla.

Referring to birds, and in addition to the European Stonechat, the Jay, the Kestrel falcon, the common buzzard, the Blue Rock Thrush, the Rock Bunting, and the Tawny owl, we must point out Bonelli´s Eagle, Aquila fasciata, which have 36 nests in this region.

There are many courses with varing difficulties and points of interest, through Monchique town, its convent or the ascention to the second highest point of the mountain at 740 meters Picota. Going up further to Foia, the highest peak, one can see the west and south coasts of Portugal and to the north one sees Alentejo province, and even the hills of Sintra on a clear day!

Hidden in the twists and turns of the mountain we can visit old water mills, streams and waterfalls of which a special mention goes to the biggest one of all: Barbelote, a name shared by the small adjacent village whose last resident resides there untill May of this year 2013…

Due to its unquestionable quality since Roman times, a special reference is made to Caldas de Monchique with its thermal baths located in charming surroundings with leafy trees and chalets.

There are nomerous fresh water springs that acompany the two main strands of the mountain, and people have always known how to take advantage of these resources and leave traces of their passage. During escavations of an Islamic Fortress, rectangular houses were discovered and brought to light the first Neolithic village of the extreme southwest of the Iberian Peninsula, although there are traces of much older human presence in this region.

We invite you to know a region of unique features in the Algarve, walking in woods of Chestnuts and strawberry trees, and become familiar with the perfumes and flavours that this mountain has to offer…

ST-SCOUTS 26-11-2012 010

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