Gorée, a Ilha dos Escravos

Eis uma ilha encantadora carregada de trágicas histórias.

Histórias dos escravos que vindos da costa africana desde o Golfo da Guiné até ao actual Senegal onde eram comprados por traficantes portugueses e literalmente empilhados nesta ilha antes de partir numa viagem com destino ao Brasil,  que durava em media 30 a 40 dias e onde cerca de 20% perecia por doença, subnutrição e maus tratos. Estima-se que para cada escravo capturado dois morriam  até à chegada  ao outro lado do Atlântico.

Por trás desde florescente e rentável negócio estavam os próprios africanos do  Reino do Ségo, das cidades-estado Yoruba, do Reino de Dahomé e da confederação  Ashanti   que se guerreavam de modo a produzir capturas humanas (mulheres e crianças incluídos) que vendiam aos capitães portugueses e posteriormente transportados para  Gorée.

A humanidade  não aprendeu e a escravatura continua…

Hoje Gorée é uma ilha turística, com ruas encantadoras e edifícios coloniais mais ou menos intactos por onde se passeiam gentes vindas um pouco de todo o lado e até alguns em busca da história dos seus antepassados.

Pessoalmente penso que é também uma ilha de talentos em várias artes desde a música à escultura, passando pelos vários   tipos de pintura em batiques ou com areia que estes hábeis artesãos  desenvolveram à conta de uma criatividade inata e de um turismo crescente.

É sem duvida uma pacata ilha que merece ser visitada, não muito longe de  Dakar numa viagem que se faz em cerca de uma hora de ferry-boat e cujo estilo de vida contrasta nítidamente com esta capital africana.

Aconselho vivamente uma estadia na ilha de pelo menos uma noite. Existem algumas pensões não muito caras, num estilo colonialista que tal como toda a ilha, nos permitem “saltar” para o passado.

Se viaja pelo Senegal então não dispense uma visita a Gorée…a ilha dos escravos.

Wild South

Where time goes at it’s own pace

Gorée, the slave’s island

An enchanted island full of tragic stories

Stories of slaves who came from the African coast, form the Gulf of Guinea to the current Senegal, where they were bought by Portuguese dealers and literally stacked on this island before embarking on a trip to Brazil which lasted on average of 30- 40 days and in which 20% perished by disease, malnutrition and mistreatment. It is estimated that for every slave captured, two died before arriving at the other side of the Atlantic.

Behind this thriving and profitable business were the Aricans themselves, from the Kingdom o Ségo, City-state Yoruba, the Kingdom o Dahomey and Ashanti Confederation thet warred amongst themselves to produce human catches ( women and children included) and sell them to Portugese captains and subsequently transported to Goree.

Mankind has not learnt and slavery continues…

Nowadays Goree is a touristic island with charming streetsand more or less intact colonial buildings, where people coming from everywhere wander and some even search for the history of their ancestors.

Personally, I thnk of Goree as an island also of talents o various arts such as music, sculpture, batik and sand painting taht these skilled craftsmen developed due to an innate creativity and growing tourism.

It is undoubtly a quiet island that deserves a visit, only an hours journey by ferry from Dakar, and whose lifestyl marks a contrast with this African capital.

I strongly recomend at least an overnight stay on the island. There are some affordable colonial pensions that allow you to jump into the past, just as the whole island does.

     If traveling to Senegal, do not dispanse a visit to Goree….. Island of Slaves

 

SS12

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