Segredos do Arade

Rio Arade – Segredos e histórias de um velho rio com muito que contar:

Histórias de sal, de moinhos de maré, de arrozais e mariscadores, de peixes únicos, das artes de pesca, de invasões dos quatro cantos do Mediterrâneo,  de piratas oriundos do Norte de África e Inglaterra que assolaram a costa…muitas e velhas histórias.

Hoje o Rio Arade, nos seus dois pontos de maior movimento e importância – entre a cidade de Portimão (cujo nome poderá ser proveniente de  Portomahon  na ilha de Minorca) e a cidade de Silves (antiga Xelb no período árabe) – reserva-nos surpresas pouco referidas e quase esquecidas cujos trabalhos de arqueologia sub-aquática nos trazem à luz do dia.

Convergem para este rio duas ribeiras que fazem aumentar a região estuarina do Arade e lhe conferem proporções interessantes para um sem número de formas de vida. São estas as ribeiras de Bóina e Odelouca.

Este rio continua a ser local  de desova de vários  peixes entre eles uma espécie endémica que dá pelo nome de Escalo-do-arade (Squalis aradensis), mas também de enguias, robalos, douradas, avárias, chocos, e outros que servem de alimento a uma população crescente de lontras e há que mencionar  uma população cada vez mais reduzida de cavalos-marinhos que infelizmente terá um  triste fim!

Outrora subiam o rio Corvinas de dimensões enormes e ouço falar em espécies cujo desaparecimento terá ocorrido há mais de 50 anos como é o caso do que entendi ser uma espécie de raia a que chamavam “viola“.

Nesse tempo era comum a arte de pesca designada por “Tapada” que consistia em erguer uma rede suspensa por canas e varas de madeira na vazante e voltar a recolhê-la após o ciclo da maré se completar.

Na margem  do lado nascente existe umas grutas recentemente baptizadas de ibn Ammar de difícil acesso mas muito devassadas por gente que ao longo dos anos tem depauperado a enorme beleza deste local partindo as estalagtites e estalagmites e sujando  este que é também um importante   abrigo para uma apreciável colónia de morcegos, que se podem observar no tecto de uma galeria que contém um  lago de água doce de dimensões generosas.

Cá fora o dia pertence as aves que por todo o lado se alimentam, descansam ou nidificam.

É relativamente fácil observar aves como o Colhereiro (Platalea leucorodia), o Flamingo (Phoenicopterus roseus), o Maçarico-galego (Numenius phaeopus), o Maçarico-bastardo (Tringa glareola), a Íbis-preta (Plegadis falcinellus), o Borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus), o Perna-verde-comum (Tringa nebularia), a Galinha-d`água (Gallinula chloropus), a Garça-branca-grande (Egretta alba), a Garça-real (Ardea cinerea), o Mergulhão-pequeno (Tachybabtus ruficollis), o Pato-real (Anas platyrhynchos), o Guarda-rios (Alcedo atthis), o Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus), o Guincho-comum (Larus ridibundus), a Gaivota-d`asa-escura (Larus fuscus), o Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), o Peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus), a Águia-pesqueira (Pandion haliaetus), o Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), o Abelharuco (Merops apiaster), dependendo da época do ano  que  as espécies   invernam ou estivam…

Um dos locais de eleição para o lazer das populações é o Sítio das Fontes (antiga azenha) e actualmente é um parque de merendas onde ocorrem também importantes eventos com nomes sonantes do panorama musical.

Percorrer o rio de caiaque ou a pé permite-nos visitar velhos pomares, moinhos, salinas, arrozais desactivados, conhecer a Ilha do Rosário e a sua história, passar por povoações ribeirinhas carismáticas como Ferragudo ou a Mexilhoeira da Carregação num passeio de, ou em direcção  a Silves.

Muito haveria que contar sobre este importante rio.

Se está por cá não hesite, venha connosco neste aventura.

Wild South

Where time goes at it’s own pace

Arade’s Secrets

The Arade River- An old river filled with secrets and stories to tell:

Stories entailing salt, tide mills, rice paddies, shellfish, fishing crafts, invasions from the 4 corners of the Mediterranean, pirates from the North of Africa and England who ravaged the coast…many old stories,

Today the Arade river, between its two busiest points- Portimão (whose name could come from Portomahon, Minorca Island) and Silves (formerly Xelb during the Arabic period) – beholds surprises and almost forgotten references  brought to our attention through sub-aquatic archeology.

Two streams converge to this river, which enlarges the Arade estuary and give it a multitude of life forms. They are the Boina and Odelouca streams.

This river is the spawning ground for various species including an endemic species – squalis aradensis and also eel, snook, bream, spotted seabass, cuttlefish and others which provide food for a growing population of otters. None the less a sad mention is made to the shrinking population of sea horses…

Formerly large amounts of meagre swam up the river, and I´ve heard of a specie that had dissapeared in the last 50 years known as Guitar fish.

In those times a fishing method was used called “Tapada” it consisted of suspending a net on wooden rods at ebb tide and collecting it after the tide cycle completed itself.

On the eastern margin caves recently baptized as Ibn Ammar, invaded by the public and unfortunately impoverished its enormous beauty breaking stalactites and stalagmites, also soiling this important shelter for a large colony of bats which can be observed on the ceiling of a gallery which has a fresh water lake.

On the outside the day belongs to birds either feeding, resting or nesting.
It is commom to see the Common Spoonbill (Platalea leucorodia), the Flamingo (Phoenicopterus roseus), The Galacian Curlew (Numenius phaeopus), the Wood Sandpiper (Tringa glareola), the Glossy Ibis (Plegadis falcinellus), the Kettisk Plover (Charadrius alexandrinus), the Common Greenshank (Tringa nebularia), the common Moorhen (Gallinula chloropus), the Great Egret (Egretta alba), the Grey Heron (Ardea cinerea), the Little Grebe (Tachybabtus ruficollis), the Mallard  (Anas platyrhynchos), the Kingfisher (Alcedo atthis), the Western Marsh harrier (Circus aeruginosus), the Black headed Gull (Larus ridibundus), the Lesser Black-backed gull (Larus fuscus), the common Kestrel (Falco tinnunculus), the Black-winged Kite (Elanus caeruleus), the Osprey (Pandion haliaetus), the Great Cormorant (Phalacrocorax carbo), the Bee-eater (Merops apiaster), depending on the time of the year the species either winter or stow…

A popular picnic spot is “Sítio das Fontes” (Old Mill), which also gives place for musical scenes.

River kayaking or walking allows us to visit old orchards, mills, salt pans, desactivated rice mills, meet Rosário Island and its history, go through riverside villages like the charismatic Ferragudo or Mexilhoeira da Carregação on the way to Silves.

There is much to tell about this important river…

If you´re here about don´t hesitate to join us on this adventure…

 

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