Barrocal: entre a serra e o mar.

A intrincada serra algarvia reserva-nos segredos escondidos no topo dos seus montes e no fundo dos seus barrancos a que só um profundo conhecedor poderá aceder.

As “águas santas” – famosas nascentes de água milagreira que ajudaram durante milénios a aplacar a dor e o mau estar dos habitantes algarvios que muitas vezes se deslocavam de distâncias consideráveis para usufruir dos seus benefícios, estão espalhadas um pouco por todo o barrocal,  e constituem excelentes locais de visita.

As extensas paisagens de esteva, sobreiro, alfarrobeira, amendoeira, figueira, palmeira-anã e aroeira são a marca distintiva desta região.

Nas profundezas da serra encontram-se cursos de água que correm na sua maioria sazonalmente onde crescem choupos, amieiros, silvados e outras plantas. Nos pegos quase inacessíveis é fácil encontrar hortas quase sempre abandonadas  e por vezes, uma velha habitação de taipa com o forno ao lado da casa, que nos transporta de imediato ao passado e às dificuldades e dureza de quem por ali viveu.

Este locais são lar de muitas espécies de aves que se alimentam de bagas, pequenos frutos silvestres bem como de árvores de fruto abandonadas, insectos e larvas pelo que são reservas importantes para a avifauna. Na primavera  surgem autênticos jardins de plantas endémicas um pouco por todo o lado, das quais muitas são usadas ainda hoje na medicina tradicional pelos locais.

Conversar com estas populações que ainda vivem da pastorícia e agricultura, em particular com os mais idosos é sempre uma viagem que gostamos de fazer e onde muito se aprende.

No fundo desses barrancos vagueiam também javalis, texugos, saca-rabos, raposas, ginetes, lontras e outros mamíferos que fazem da noite o palco das suas caçadas.

Subir ao topo dos montes desafoga-nos a vista permitindo-nos observar extensas paisagens de esteva e às vezes medronheiros com que se faz a famosa aguardente de medronho.

Ai é o reino da águia de bonelli, dos gaios, charnecos, bico-grossudo, torcicolo e muitas outras espécies de aves.

As regiões mais interiores escondem-nos outros segredos…velhas aldeias abandonadas desde períodos muito antigos,  menires e túmulos das antigas sociedades agro-pastoris, edificações islâmicas  das quais só resta o chão, túmulos campaniformes que intrigam os arqueólogos, estelas com a famosa escrita do sudoeste  e algures perdida na serra uma edificação com 6500 anos que virá revolucionar em muitos aspectos, tudo o que se pensa da evolução humana no Algarve e que é tão só a única do género no sudoeste peninsular até agora encontrada.

Para além do que normalmente é referido sobre o Algarve e sobre as suas vilas e aldeias, existem muitos locais extraordinários com paisagens maravilhosas perdidos no barrocal que merecem toda a nossa atenção pois é  nesse  palco que se continuam a fazer descobertas inesperadas por parte dos nossos arqueólogos e comunidade científica.

Visite-nos e descubra o ” Outro Algarve”.

Wild South

Where time goes at it’s own pace

Barrocal: Between the ocean and the mountain

The intricate Algarve hills reserves secrets hidden at the hilltops and at the bottom of its ravines that only an expert can access.

There are “Holy water” springs scattered all over the Barrocal, which were previously used by Algarvians who came from considerable distances to relieve pain. They constitute a great visiting place.

The extensive landscape of rock rose, cork oak, carob, almond, fig and mastic trees are distinct in this region.

In the depths of the mountains are rivers that run seasonally, where poplars, alders and bramble bushes grow. At almost inacessable plungepools it is normal to find abandoned gardens and old mud houses with the oven beside it, which imediately transportes us to the past showing us the difficulties and hardships of those who lived there.

This region is home to many bird species that feed on berries, small berries, abandoned fruit trees and insects and larvae which are important reserves for birdlife. In Spring gardens of endemic plants spring up all over the place, many of which are still used in traditional medininal use by locals.

Talking to these people who survive from pasteurs and agricultures, especially the elderly is one thing we love to do and alwawy learn something new.

At the bottom of these ravines roam wild boars, badgers, mongese, foxes, otters and other mammals that take on the night stage for their hunting.

Climbing to the top of these hills allows us to enhance a breathtaking view of extensive landscapes with rock roses and strawberry trees from which the famous firewater is made -“medronho”.

This is also kingdom to Bonelli´s eagle, jay´s, charnecos, hawfinch, wrynecks and many other bird species.

Other innermost regions behold other secrets… old abandoned ancient villages, standing stones and tombs from ancient agro-pasroral societies, islamic buildings of which only the floor remains, bellshaped tombs which intrigue archaeologists, stelae with the famous southwest inscription and lost somewhere in the hills a building 6500 years old that revolutionize all of what was thought of human evolution in the Algarve which is unique to its kind found so far in the southwestern peninsular.

Beyond whay is usually referred to about the Algarve, its towns and villages, there are many extraordinary places with amazing landscapes lost in the Barrocal which deserves our attention, as it is here that till today many unexpected discoveries are made to archaeologists and the scientific community.

Visit us and find the “other Algarve” 

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